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Classes de Empilhadeiras

Equipamentos de movimentação são divididos em classes. Desta forma é possível organizá-los em suas respectivas configurações e aplicações.Segue abaixo algumas informações sobre as classes dos equipamentos.


Classe 1

Empilhadeiras Classe 1

Uso interno e externo, são equipamentos robustos para uso contínuo. Em caso de turnos, basta trocar a bateria e continuar utilizando os equipamentos. Tem uma excelente resposta em custo operacional pois consome muito menos energia que um equipamento à Combustão para produzir praticamente a mesma coisa. Além das vantagens de não emitir poluentes e de baixo ruído.


Classe 2

Empilhadeiras Classe 2

Sua principal aplicação é quando se pensa em otimização de área, pois opera em corredores mais estreitos e maiores alturas. Neste seguimento as mais populares são as retráteis, mas também se apresentam equipamentos trilaterais, selecionadoras e pantográficas. Também tem excelente resposta em custo operacional e vantagens de não emitir poluentes e de baixo ruído. Dominam área de almoxarifados.


Classe 3

Empilhadeiras Classe 3

Popularmente conhecido pelos fabricantes como “Linha Júnior”, estes equipamentos são utilizados em movimentação de solo (transpaleteiras embarcadas ou não) ou pequenas elevações em áreas menores (empilhadeiras patoladas). São equipamentos que trazem boas soluções às operações e seu valor de aquisição é mais um bom atrativo nas aplicações.


Classe 4

Empilhadeiras Classe 4

Classe menos difundida no país, são equipamentos à combustão de dimensões menores. Estas dimensões se dão pelo contrapeso mais alto, mais retraído e pelos pneus cushion, que são mondados às rodas. Estas condições deixam o equipamento, normalmente, com custo maior. Alterações estas que acabam direcionando a preferência do mercado para máquinas à combustão convencionais.


Classe 5

Empilhadeiras Classe 5

Hoje a classe mais difundida no mercado brasileiro, são os equipamentos mais vistos no mercado. Sua principal aplicação é em pátios, áreas externas de empresas, operação em docas, containeres. Seu range de capacidade é bastante grande, podendo chegar até 52 toneladas. As capacidades mais utilizadas hoje são entre 1,8 e 2,5 ton.


Classe 6

Empilhadeiras Classe 6

Equipamentos de consolidação de cargas, facilita movimentação externa e alimentação de linha de produção. Oferece ganhos de velocidade em altos níveis de movimentação pois, fazem o translado de vários paletes simultaneamente.

Como o Corredor Operacional deve ser entendido como influência na escolha da empilhadeira.

Em um primeiro olhar, o assunto parece simples, mas o tema "Corredor operacional" deixa de ser pensado por diversos gestores em diversas operações. O principal motivo é entender que se pode buscar o que efetivamente existe pronto no mercado, sem olhar para a logística interna da empresa. Mesmo os mais experientes gestores de logísticas, nem sempre trazem o assunto a realidade de suas operações e acabam por seguir tendências de mercado que, muitas vezes, não são as melhores soluções, quando se trata de corredor operacional.

O tema se torna mais interessante, quando transformamos posições paletes em números rentáveis. Iniciando-se com uma pergunta simples: quantas posições consigo colocar em X metros quadrados? O fator Corredor Operacional é imperativo no auxílio da resposta para esta pergunta.

Principalmente para empresas de operação logística que "vendem" posições para seus clientes. Ou para a empresa que pensa em alugar um galpão maior por conta do estoque, mas na verdade, basta redimensionar os equipamentos e os corredores e não se faz necessário gastar com mudanças, documentação, novo endereço, layout, divulgação, logística e outros custos que, muitas vezes são altíssimos. Sem contar que, por ter que locar um galpão maior, o aluguel muitas vezes é proporcional às novas instalações.

Para tanto, existem equipamentos que são elaborados para ganhos de posições e otimização de área (ou os dois).

Vale lembrar a importância de entender que os equipamentos não estão somente focados em seus corredores, mas se a empresa consegue diminuir a área de operação e usufruir de mais vantagens como operação externa e interna, carregamento de caminhões, velocidade de operação de carga e descarga e translado, a relação custo/benefício se torna mais vantajosa.

Sendo assim, seguem algumas informações que podem ajudar o gestor em sua escolha:

Vale citar que, para se informar os corredores, está sendo considerado o palete PBR, com 1.000 mm de largura por 1.200 mm de comprimento e podem haver pequenas variações de acordo com fabricante do equipamento, mas para um rápido entendimento é válido.

Começaremos pelos equipamentos, hoje, mais difundidos nas operações brasileiras de movimentação de carga.

Classe 5 equipamento à combustão de capacidade de 2,5 ton.

Empilhadeiras Classe 5

São equipamentos versáteis de aplicações em áreas internas e externas, com menores limitações a pisos e que, em geral, tem dois tipos de mastros mais utilizados, Mastro triplex para operação em containeres, cuja altura varia de 4.600 mm a 4.800 mm e o Standard, para operação em pátio livre, cuja altura varia de 3.800 mm a 4.200 mm. Existem mastros mais altos porém, menos aplicados no mercado de movimentação por conta de alterações expressivas na capacidade residual do equipamento. Seu corredor operacional varia de 3.900 a 4.200 dependendo do fabricante.

Classe 3 equipamento patolado de capacidade de 1,4 e 1,6 Ton.

Empilhadeiras Classe 3

Equipamento para operações em menores áreas, aplicações em áreas internas, limitados a pisos lisos, sem obstáculos como trilhos, grelhas ou outras irregularidades. Também, em geral, tem dois tipos de mastros mais utilizados, o triplex, cuja altura varia de 4.600 mm a 5.500 mm e o Standard, cuja altura varia de 3.800 mm a 4.200 mm. Seu corredor operacional varia de 2.100 a 2.300 dependendo do fabricante.

Classe 2 equipamento Retrátil de capacidade de 1,7 e 2,0 ton.

Empilhadeiras Classe 2

Começamos aqui a falar realmente em otimização de área, A empilhadeira retrátil é um equipamento para operações que precisam ganhar espaço e posições paletes. Tem aplicações em áreas internas, limitados a pisos lisos, sem obstáculos como trilhos, grelhas ou outras irregularidades. Os mastros mais utilizados hoje vão de 7.800 mm a 12.000 mm (todos triplex). Não se recomenda utilizar uma retrátil com mastro mais baixo por conta de seu custo de aquisição. Seu corredor operacional varia de 2.700 a 2.900 dependendo do fabricante.

Classe 1 equipamento elétrico de capacidade de 1,5 e 2,0 ton.

Empilhadeiras Classe 1

São equipamentos versáteis de aplicações em áreas internas e externas, com menores limitações a pisos e que, em geral, tem dois tipos de mastros mais utilizados, O triplex para operação em containeres, cuja altura varia de 4.600 mm a 4.800 mm e o Standard, para operação em pátio livre, cuja altura varia de 3.800 mm a 4.200 mm. Existem mastros mais altos porém, menos aplicados no mercado e movimentação por conta de alterações expressivas na capacidade residual do equipamento. Seu corredor operacional varia de 3.400 a 3.600 (para máquinas de 1,5 ton) e 3.600 a 4.000 (para máquinas de 2,0 ton) dependendo do fabricante.

Para a empresa que realmente precisa de ganho de posições

Existem equipamentos que foram concebidos para empresas que realmente precisam de ganhos expressivos de posições em sua operação, são máquinas de uma linha logística onde o foco é redução de corredor operacional, chegando a ganhos na ordem de 50% de posições se comparadas a equipamentos retráteis, e até 100% se comparados a máquinas à combustão (em ambos os casos, podendo variar de acordo com possibilidades de áreas e alturas dos porta paletes), sempre vale a pena estudar a possibilidade de colocação das mesmas na logística da empresa.

Neste ponto vale citar o olhar que o gestor deve ter para o tipo de operação de sua empresa. Quando falamos de operações com corredores estreitos, deve-se entender o quanto a operação de paletes consolidados é presente, comparando-se a uma operação de picking (separação de pedidos).

Uma vez discorrido à respeito, podemos comparar as aplicações de equipamentos VNA (Very Narrow Aisle), ou seja, traduzindo livremente, equipamentos para "corredores muito estreitos".

Selecionadora de Pedidos

Selecionadora

São equipamentos para operações de picking, com alto ganho de rendimento em separação de pedidos podendo alcançar a altura de picking até 10 metros. São limitadas no quesito manuseio de cargas paletizadas e também confinadas ao corredor. Tem aplicações em áreas internas, limitados a pisos lisos, sem obstáculos como trilhos, grelhas ou outras irregularidades. Seu corredor operacional varia de 1.500 a 1.800.

Empilhadeira Trilateral

Empilhadeiras Trilateral

São equipamentos de alto rendimento dentro dos corredores operacionais, na versão com elevação de cabine, podem também ser para operações de picking, podendo alcançar a altura de paletização de até 17 metros. São limitadas em manuseio de cargas fora do corredor, e portanto confinadas a este. Tem aplicações em áreas internas, limitados a pisos lisos, sem obstáculos como trilhos, grelhas ou outras irregularidades. Seu corredor operacional varia de 1.600 a 2.000.

Empilhadeira Articulada

Empilhadeiras AM Combilift

Empilhadeiras Articuladas são conhecidas pela versatilidade na operação, tanto dentro, quanto fora dos corredores. São equipamentos de alto rendimento dentro dos corredores operacionais, mas não fazem operações de picking, podendo alcançar a altura de paletização de até 15 metros. São flexíveis quanto a pisos e podem ser operadas em áreas internas e externas. Um equipamento que vai, desde o carregamento de um caminhão no pátio, até a colocação de um palete a 10 metros de altura no Warehouse. Podem ser movidas a combustão ou elétricas corrente alternada. Seu corredor operacional varia de 1.600 a 2.200.

Conclusão

Entender as vantagens e limitações de cada equipamento e conhecer a operação interna, traz ao gestor de logística uma grande vantagem para sua operação. Olhar para a versatilidade do equipamento e buscar opções que aproveitem melhor o espaço, fazem todo o diferencial em custo/benefício. A falta de planejamento do armazém pode gerar um gargalo perigoso para a operação. Na aquisição de equipamentos VNA devem ser considerados fatores como tamanho dos corredores (quanto mais longos melhores), alturas dos porta paletes (quanto mais alto melhor) e custos de manutenção dos mesmos e, preferencialmente o uso de WMS, para aumento de vantagens de endereçamentos e gestão da curva A,B,C dos produtos. Tudo visando benefícios de longo prazo, por conta dos custos de aquisição destes equipamentos.

Empilhadeiras elétricas ou à combustão?

O texto abaixo trata exclusivamente de um comparativo entre equipamentos frontais contrabalançados elétricos e à combustão, em outras configurações não cabe tal comparativo por conta de diferenças de aplicação.

Empilhadeiras

Movidas por um motor à combustão ou elétrico, os equipamentos de movimentação de cargas são imprescindíveis na operação logística. Mas qual é melhor para a aplicação? Antes vamos conhecer um pouco sobre estes dois tipos de equipamentos:

EMPILHADEIRA À COMBUSTÃO

Empilhadeira Combustão

Empilhadeiras à combustão tem como principal fonte de energia o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), Diesel e Gasolina,(esta última em menor escala), indicados para, operações em pátios, docas, portos, autopeças, transportadoras, armazéns, que não trabalhem em área fechada, por conta de emissão de gases.

Atualmente a autonomia média de um equipamento de 2,5 ton, movido a GLP é de 08 a 10 horas com um P20 (botijão de 20 Kg), são nocivas à saúde se utilizadas em local fechado, sem ventilação e também, tem maior índice de ruído. Em pátio aberto, isso não se revela um problema.

Uma grande vantagem do equipamento à combustão, é sua menor limitação a pisos e operações sob chuva.

Empilhadeiras

Tem um melhor rendimento em operações com rampa, sendo que as mais indicadas para operações com muitas rampas são os equipamentos com transmissão hidrostática. Hoje as mais presentes no mercado, por conta de custo é o equipamento com transmissão powershift (conhecida por automática), mas essa são mais suscetíveis a danos quando a operação é constante em rampas.

Empilhadeiras à combustão tem um range maior, podendo alcançar até 52 toneladas com um equipamento à diesel. Ao contrario do que se pensa, o diesel, devidamente enquadrado nas normas Euro, são menos agressivos ao local e ao ambiente do que equipamentos GLP.

EMPILHADEIRA ELÉTRICA

Empilhadeiras Classe 1

Apropriam-se das formas do equipamento à combustão, mas são tracionadas por motores elétricos, utilizam baterias tracionárias. São de porte menor pois utilizam o peso da bateria como contrapeso e consequentemente, contrabalanço. Por isso, conseguem ocupar menor área de operação. Não são como um equipamento à combustão, no que refere-se a flexibilidade de piso, mas tem boa performance em piso asfáltico e algumas com proteções elétricas podem operar em chuvas não torrenciais.

Outra grande vantagem é a não emissão de gases tóxicos e baixo ruído na operação. Permitindo seu uso em área confinada, sem problemas, sendo necessários apenas cuidados na área de carregamento, que precisa de uma área mais ventilada.

Empilhadeiras

Seu custo de aquisição é mais alto por conta da bateria, mas esta diferença se paga na operação, pois é muito mais barato que o GLP e o diesel. Sendo que sua autonomia por carga de bateria é bastante similar ao equipamento à combustão.

Seu rendimento em rampas não é tão bom quanto o do equipamento à combustão, mas pode operar sem problemas em rampas menos agressivas. de forma geral, tirando os limites de piso e rampas, suporte tanto quanto um equipamento à combustão.

Empilhadeiras

Conclusão

Não cabe a esse blog informar ao leitor, qual é melhor, mas sim, com as informações acima pensar na pergunta, "qual é a melhor, para minha operação", existem claras diferenças de aplicação nos equipamentos, calçadas nos três pilares da escolha sendo "Carga, Ambiente e Operação".

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